terça-feira, 30 de dezembro de 2014

12 passos para lidarem com a raiva (resumo)

Anotações sobre a palestra 12 passos para lidarem com a raiva completa em http://www.sociedadebudistadobrasil.org/sala-de-estudos/palestras-do-dhamma-em-audio/palestras-do-bhante-buddharakkhita/ (não sei se é budismo tibetano, nesse caso, mas adorei os ensinamentos). Segue o modelo de 12 passos dos Alcoólicos Anônimos. Também serve para qualquer emoção negativa.

1 - Reconhecimento. (O mais importante. Plena atenção.) Identificar rapidamente a raiva (é como um raio) bem em seu início. Pode vir de uma sensação de desprazer, de descontentamento. O motivo não precisa ser muito sério, mas apenas estar aumentando contínua e vagarosamente a sua sensação de aversão. Vai se acumulando, sem a correta atenção, no momento presente. Só podemos lidar com a raiva ao perceber seu surgimento.

2 - Resposta. Escolha voluntariamente focar na saída. Ou seja, na raiva em si e não suas causas externas aparentes, ligadas a gostar e não gostar, apego e aversão. Lidar melhor com o não gostar e a aversão sem agir automaticamente, tendo escolhas. Responder em vez de reagir. A reação está enraizada em nossos hábitos. É quase um ato reflexo, automático, tornando-se um ciclo vicioso: raiva - reação - mais adrenalina no corpo (que alimenta a raiva). A resposta é voluntária enquanto a reação é involuntária.

3 - Investigar. Várias vezes. Contínua, a cada vez que brotar a raiva. Observar seu corpo com raiva. Aumento do calor e da respiração, maxilar travado, tensão em várias partes do corpo. Sensação de estar fora do corpo, fora de tudo, tendência a focar no objeto da raiva. Notar que a raiva é impermanente. Se você identificar impulsos de reação cega nos primeiros instantes, fica mais fácil.

4 - Deixar ir (a raiva). Sem apego a ela. Perceber sua liberdade de agir e utilizá-la. Sempre há escolhas.

5 - Substituição. Substituir a raiva pelo seu oposto, a compaixão. Compaixão por todos os seres e pelo objeto da raiva também. Respirar profundamente. Sentir novamente o corpo com atenção, aqui e agora.

6 - Reflexão. Raiva significa perigo. Perda de controle. Sentir-se mal. Lembrar das coisas péssimas no mundo que acontecem por causa da raiva.

7 - Redirecionar a mente pro corpo, pra respiração. Quando você quebra o momento de raiva, ocorre algo como um reboot no computador. Surgem opções, você pode ir fazer outra coisa, inclusive, que te deixe mais leve.

8 - Refratar. De onde vem essa raiva realmente? O que pode estar por trás disso? Medo? Desejo frustado? Colocar mais atenção nessas causas. Não ignorar isso.

9 - Resolução. Determinar que a raiva não seja nosso mestre. Usamos toda a nossa energia para nos liberarmos da raiva. Solução através da determinação.

10 - Perdão. Isso é sinal de sabedoria, pro Buda. É resgatarmos nossa força, não de fraqueza. Os fracos é que não conseguem perdoar. A raiva é sempre injustificável.

11 - Focar no objeto da raiva. Se for uma pessoa, tentar perceber a vacuidade dela. O que é a pessoa? Sua língua? Seus ombros? Seu nome? Seus pensamentos? Suas ações? Sua criação? Seus genes? Seus hábitos?

12 - Dar. Presentear a pessoa de quem se está com raiva. Flores, cartão, o que for. Se não puder ser algo material, dê um sorriso, conselhos ou qualquer forma de ajuda. Dar é uma bênção dupla, você dá e recebe de volta benefícios.

Para complementar, recomendo este vídeo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O sino

Ouço rigpa como um sino constante, que não se cala. Talvez o que Ananda não ouvia. Ouço apenas quando meu olho brilha.